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Joy Mech Fight Adicionado ao sistema por Mother Brain

Joy Mecha Fight, o primeiro jogo de luta convencional criado pela Nintendo, foi uma das exceções à essa regra. Infelizmente, o jogo foi lançado no final da vida do NES, ficou exclusivo ao Japão, e acabou caindo no esquecimento…

Por Hyper Emerson

Ficha Técnica

Título: Joy Mech Fight
Ano de lançamento: 1993
Console: Famicom
Fabricante: Nintendo
Gênero: Luta
Análise por: Hyper Emerson

Sobre o game

Lá pelos idos de 91, a Capcom lançou o seu clássico Street Fighter II, e logo começava a portá-lo para o Mega Drive e o SNES. E logo vieram outras empresas com seus próprios jogos de luta para competir com a Capcom. O NES, porém, não tinha poder suficiente para replicar a experiência dos arcades. Algumas companhias e vários piratas tentaram criar jogos de luta para o NES, e a grande maioria fracassou miseravelmente.

Joy Mecha Fight, o primeiro jogo de luta convencional criado pela Nintendo, foi uma das exceções à essa regra. Infelizmente, o jogo foi lançado no final da vida do NES, ficou exclusivo ao Japão, e acabou caindo no esquecimento…

O jogo tem um total de 36 personagens jogáveis, um número só superado por certos jogos como os da série The King of Fighters. Como isso é possível no NES? Bem, acontece que cada personagem é formado por um conjunto de sprites, como seria feito anos depois no Rayman, ou no Ballz 3D (a diferença é que Ballz 3D é uma tranqueira). Isso deixa os personagens grandões e cotorna as limitações do NES ao mesmo tempo. Além disso, os personagens acabam sendo animados de forma bem lisa.

O enredo do jogo, mostrado no Story Mode, é claramente tirado de Mega Man: dois inventores, Little Ermin e Ivan Warner, trabalhavam juntos na criação de robôs. Um dia Ivan desaparece e todos os robôs, exceto o comediante cor-de-rosa Sukapon, são roubados. Ivan, aparentemente louco, aparece na televisão, e anuncia os seus planos de dominação mundial. Sukapon é então reprogramado e enviado para capturar os outros robôs.

Cada partida no jogo tem um máximo de 5 rounds, e o vencedor recupera um pouco de HP a cada nocaute. Um problema no sistema de luta é que as arenas não tem limites e tampouco há um limite de tempo, portanto é possível ficar enrolando com frequência nas lutas.

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Os controles são bem simples. Felizmente, não é necessário usar as diagonais do D-pad, mas mesmo assim, existem vários golpes disponíveis para cada personagem. Uma técnica única no gênero, disponível para alguns personagens é disparar um projétil e então apertar o botão de ataque quando ele acerta o oponente, para tirar mais energia. Existe um tutorial para cada personagem, que ensina os movimentos básicos, embora existam diversos movimentos e variações secretas não descritas nele.

Em questão de gráficos e som, o jogo faz bonito com cenários bacanas e bem coloridos e músicas agradáveis, já que JMF foi um dos jogos que usou todo o potencial gráfico e sonóro do Famicom. O modo Story do jogo tem 3 níveis de dificuldade, sendo que o terceiro é secreto. É necessário terminar o jogo em todas as difículdades para destravar todos os personagens.

O único problema em JMF é a última leva de personagens do jogo, que são versões mais fortes do 8 primeiros, e que acabam por deixá-los obsoletos. Fora isso, JMF é um jogo excelente e simples de jogar.

Curiosidades

-O título do jogo antes de ser lançado era “Battle Battle League”.

-Sukapon apareceu em Super Smash Bros. Brawl como uma das figurinhas coletáveis. Parte da “Famicom Medley” é composta por duas músicas deste jogo.



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